Todos vocês - jovens ou não -, já devem ter ouvido falar sobre os perfis "fakes" - que traduzido para o português significa "falso" - que povoam a internet em peso. Em geral, são pessoas comuns tentando se passar por figuras famosas, sejam elas históricas ou não, assumindo um manto e/ou uma máscara para diversos fins e os mais comuns são:
- Livre-arbítrio para espionar perfis alheios fingindo ser outra pessoa;
- Livre-arbítrio para sacanear qualquer um na internet e até mesmo fazer piadas de cunho ofensivo;
- Adotar as características de seu artista, personagem ou figura histórica favorita;
- Criar contas em redes sociais voltadas para conteúdo adulto, dentre outros muitos motivos.
Quando o assunto "fakes de orkut" é desenterrado, muitas pessoas o tratam como um tabu, algo feito exclusivamente para aqueles garotos esquisitos que sentavam no canto escuro da sala e falavam sobre dragões, quadrinhos e matemática com dados de seis até vinte lados ou de garotas anti-sociais que faziam perfis de glamourosas na internet para se sentirem bem. Algo repulsivo e, de certa forma, vergonhoso e idiota. No entanto, busco por meio desta série de postagens, de nome Ascensão e Queda dos Fakes, apresentar um incrível, bem humorado e louco mundo criado por garotos, garotas, homens e mulheres para que pudessem adotar as características de seus heróis favoritos, interpretá-los em lutas por meio de postagens narrativas bem-descritas contra outras pessoas e, claro, se divertirem das mais bizarras maneiras. Detalhe: vale a pena chamá-los de "POQs", que é uma forma resumida para Personagens Orkutianos de Quadrinhos, uma sub-categoria do termo "Fake". De maneira nua e crua, com uma linguagem em que todos entenderão, pretendo expor o que era isso tudo e como, de certa forma, influenciou uma pequena geração de jovens adultos e o porquê de estar em uma "decadência". A meu ver, é claro.
Antes de me aprofundar no assunto, vamos realizar uma pequena análise da palavra e suas sub-categorias mais recorrentes na antiga rede social.
| Era o nome do fundador, de sobrenome impronunciável |
Para começar, vamos pelo básico: haviam aquelas pessoas que simplesmente criavam um perfil falso para adicionar um marido, um namorado e testar sua fidelidade e/ou ter acesso a alguns álbuns de fotos restritos. Haviam aqueles que se fingiam de celebridades (e aí eu deixo a seu cargo imaginar um ator qualquer. Existia um fake para ele), outros que usavam fotos muito editadas de outros adolescentes modelos para irem a "festas" em fóruns fechados e coisas assim. Não vou me aprofundar muito nestes dois, pois confesso ter tido pouca experiência com isso. O foco aqui serão os POQs que, como já citei antes, eram pessoas que interpretavam personagens em combates de interpretação dentro de comunidades - que funcionavam como arenas - com regras complexas que existem até hoje por aí, basta apenas um pouco de procura.
Houve um tempo onde os jogos de interpretação - do inglês Role Playing Game - viviam o seu ápice em fóruns restritos internet afora, mas, em 2004, todos estes intérpretes migraram para uma rede social que integrava o sistema de postagem em fóruns com uma interface social bem arrojada. Eis que surge o Orkut. No início, a interpretação era simplória e até certo ponto, patética, pois pessoas interpretavam seus personagens, montavam famílias mesclando séries de televisão, animes - ou desenhos japoness - com atores verdadeiros e outras bizarrices. Uma verdadeira bagunça. No entanto, um grupo de pessoas decidiu inovar a maneira de se interpretar por fóruns e a primeira comunidade de luta foi fundada.
Por detalhes técnicos, deixarei para citar nomes e regras e personagens/intérpretes marcantes na próxima postagem da série, onde já estarei em contato - ou não - com os POQs mais antigos, haja vista que só comecei a me tornar "conhecido" faz pouco tempo. Compartilhe para os amigos e dê sua opinião se a série deve prosseguir ou não.
P.S: Eu, Raffael e a Laura (outros autores deste blog) fizemos parte disso tudo.



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