Minha opinião é controversa e com certeza será rebatida facilmente por uma centena de pessoas, mas digo logo: não gostei desse livro. Emprestei da minha amiga com a promessa de devolver em perfeito estado pois, segundo ela, o livro era perfeito e tudo o mais. Confesso que até me emocionei no começo, mas conforme as páginas foram virando... A coisa foi perdendo a graça, sabe? Ficando previsível. Igualzinho a muitas histórias por aí.
Mas bom, vamos aos fatos: "A Culpa é das Estrelas", romance escrito por John Green, conta a história da fulminante paixão entre Hazel Grace, que luta contra um câncer na tireóide com ajuda de um remédio (fictício) milagroso e Augustus Walters, garoto perfeito que está em remissão de um osteosarcoma e, por conta dele, usa uma prótese no lugar de uma das pernas. Hazel precisa respirar por um cilindro de oxigênio por conta de sua metástase nos pulmões, é frágil, mal sai de casa. A única exceção é um grupo de apoio para crianças com câncer no porão de uma igreja, grupo esse que ela acha tedioso e - olha, que surpresa! -, deprimente.
A coisa começa a ficar interessante quando nossa querida protagonista encontra Augustus que acompanhava seu amigo, Isaac, no grupo de apoio. Augustus - ou Gus - já lutou contra o câncer e, como metáfora de sua vitória, tem a mania de levar um cigarro na boca sem, no entanto, fumar. Ele é perfeito. Divertido, bem humorado, insistente. Bonito. Apaixona-se perdidamente por Hazel, que o corresponde. Ele inclusive dá um jeito de irem para a Holanda a fim de conhecer o escritor do livro favorito da protagonista, já que ela acha que o escritor deve ser uma pessoa genial e com certeza poderia responder todas as suas perguntas.
Aposto que você já imaginou o resultado da viagem. Aposto até que você já até adivinhou o final do livro! Eu é que não vou contar: vá ler! Só digo que é previsível assim, do jeito que você está pensando. Que é bonito o amor deles, é. Que as descrições, as digressões, as reflexões sobre a vida cotidiana são emocionantes e tocantes, elas são. Mas, pra mim, não passou de mais uma história água com açúcar, mais um reflexo de Romeu e Julieta nos tempos modernos. Quer se emocionar um pouco em uma história bastante óbvia e baixo astral? Leia. Mas não diga que eu não avisei.




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