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Mãos ao alto! Isso é uma cena! |
Era uma vez uma família de
ratos que moravam em uma cidade muito, muito distante. Essa família era composta
por quatro: O Pai, a Mãe, o Filho e a Avó e eles viviam sendo aterrorizados por
um grande e malvado gato que sempre roubava todo o alimento que os ratos organizavam
e pudessem encontrar para sobreviver. Uma vez, o menor dos ratos teve uma
conversa com a avó.
Vovó, por que esse gato
vive nos atormentando?
- Meu netinho, eu acho que
você não iria entender se eu te contasse. Coma este bolinho e vá dormir. Amanhã
será um dia cheio.
A avó enfatizou o “cheio”.
O ratinho, irritado, comeu o bolinho e foi dormir. Na mesma noite, ele teve um
estranho sonho onde ele se tornou aquele gato malvado de qual falava com sua
avó antes. Ele acordava em um lugar pequenino... Escondido de todos. Levantou e
saiu, dando de cara com uma rua repleta de humanos que tentavam expulsá-lo do
caminho. Desesperado, ele voltou para casa. Seis gatinhos filhotes estavam
loucos por comida.
- Papai... Estamos com
fome.
A
primeira ideia que o gato teve foi ir até a humilde casa daqueles ratinhos e
lhe tomar a comida, já que era relativamente impossível para ele roubar algo
dos humanos. Saiu à noite e entrou na toca dos ratos, amedrontando a todos com
sua voz ameaçadora.
- Eu quero a sua comida,
Papai Rato!
- Mas nós não temos muito a
lhe dar, Gato. – Balbuciou o pobre rato.
O gato ergueu a pata para
desferir um golpe contra o ratinho indefeso. No meio da confusão, o filhinho
rato se botou na frente do gato e berrou.
- Por favor, senhor gato!
Deixe-nos em paz! Temos pouca comida para o senhor! Venha outro dia e teremos
comida para você! Por favor, não machuque o meu pai e nem a minha família.
O gato, nervoso com a
situação, deu um salto e voltou de onde veio assustado com a coragem do
pequenino rato. Voltou para casa de mãos vazias, onde os gatinhos filhotes falaram:
- Papai... Estamos com
fome. O que vamos comer hoje?
Os olhos do gato
encheram-se de lágrimas e tudo começou a ser envolto por uma névoa branca.
E assim, o ratinho acordou
de um sonho bem esclarecedor e triste e em seguida, foi falar com a avó.
- Vovó, o que a senhora
colocou naquele bolinho antes de eu dormir?
A idosa riu.
- Eu coloquei apenas um
pouco de consciência, para que você não olhasse para aquele gato aparentemente
malvado com maus olhos. Todos têm seus problemas e fazem o melhor para
protegerem alguém.
E assim, toda vez que
aquele gato invadia a casa dos pobres ratinhos, a idosa começou a conversar com
o gato e ver se podia entrar em um acordo. O gato, sempre esperto e
desconfiado, aceitou o acordo. Mas desde então, eles vivem em paz, ajudando uns
aos outros.
Moral: Não julgue mal as
pessoas antes de conhecê-las.
+//+
Extras: Este era eu escrevendo um conto no final de 2010 para uma aula de redação onde o foco era trabalhar o tema com uma moral no fim e tudo mais. Curtiu? Comenta e compartilha. A moral é batida, mas é boa, qual foi... [?]




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