segunda-feira, 22 de abril de 2013

Era uma vez...


Mãos ao alto! Isso é uma cena!




Era uma vez uma família de ratos que moravam em uma cidade muito, muito distante. Essa família era composta por quatro: O Pai, a Mãe, o Filho e a Avó e eles viviam sendo aterrorizados por um grande e malvado gato que sempre roubava todo o alimento que os ratos organizavam e pudessem encontrar para sobreviver. Uma vez, o menor dos ratos teve uma conversa com a avó.
Vovó, por que esse gato vive nos atormentando?
- Meu netinho, eu acho que você não iria entender se eu te contasse. Coma este bolinho e vá dormir. Amanhã será um dia cheio.
A avó enfatizou o “cheio”. O ratinho, irritado, comeu o bolinho e foi dormir. Na mesma noite, ele teve um estranho sonho onde ele se tornou aquele gato malvado de qual falava com sua avó antes. Ele acordava em um lugar pequenino... Escondido de todos. Levantou e saiu, dando de cara com uma rua repleta de humanos que tentavam expulsá-lo do caminho. Desesperado, ele voltou para casa. Seis gatinhos filhotes estavam loucos por comida.
- Papai... Estamos com fome.
A primeira ideia que o gato teve foi ir até a humilde casa daqueles ratinhos e lhe tomar a comida, já que era relativamente impossível para ele roubar algo dos humanos. Saiu à noite e entrou na toca dos ratos, amedrontando a todos com sua voz ameaçadora.
- Eu quero a sua comida, Papai Rato!
- Mas nós não temos muito a lhe dar, Gato. – Balbuciou o pobre rato.
O gato ergueu a pata para desferir um golpe contra o ratinho indefeso. No meio da confusão, o filhinho rato se botou na frente do gato e berrou.
- Por favor, senhor gato! Deixe-nos em paz! Temos pouca comida para o senhor! Venha outro dia e teremos comida para você! Por favor, não machuque o meu pai e nem a minha família.
O gato, nervoso com a situação, deu um salto e voltou de onde veio assustado com a coragem do pequenino rato. Voltou para casa de mãos vazias, onde os gatinhos filhotes falaram:
- Papai... Estamos com fome. O que vamos comer hoje?
Os olhos do gato encheram-se de lágrimas e tudo começou a ser envolto por uma névoa branca.
E assim, o ratinho acordou de um sonho bem esclarecedor e triste e em seguida, foi falar com a avó.
- Vovó, o que a senhora colocou naquele bolinho antes de eu dormir?
A idosa riu.
- Eu coloquei apenas um pouco de consciência, para que você não olhasse para aquele gato aparentemente malvado com maus olhos. Todos têm seus problemas e fazem o melhor para protegerem alguém.
E assim, toda vez que aquele gato invadia a casa dos pobres ratinhos, a idosa começou a conversar com o gato e ver se podia entrar em um acordo. O gato, sempre esperto e desconfiado, aceitou o acordo. Mas desde então, eles vivem em paz, ajudando uns aos outros.

Moral: Não julgue mal as pessoas antes de conhecê-las.


+//+

Extras: Este era eu escrevendo um conto no final de 2010 para uma aula de redação onde o foco era trabalhar o tema com uma moral no fim e tudo mais. Curtiu? Comenta e compartilha. A moral é batida, mas é boa, qual foi... [?]

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